quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

BARALHA-SE COM QUE OBJECTIVOS?!...

De acordo com o que tem sido escrito, ficamos com diversas ideias acerca deste povo a que pertencemos e a que não podemos dar o estatuto de jovem, porque as afirmações apontam para a bonita idade de quase novecentos anos e porque há documentos históricos que garantem termos tido esse passado histórico... Qualquer português interessado poderá conhecer os grandes momentos históricos e os piores também, porque os houve, apesar de haver muito boa gente que procure escamotear essa vertente, talvez, porque não dê lá muito jeito reconhecer erros e repetição de erros, que, ao fim e ao cabo, acabam na maior parte das vezes em prejuízo próprio e o que é pior, em descrédito perante os outros povos, que também terão a sua própria história, uma vez, que, só o facto de possuirem uma língua, personifica que terão também um passado mais ou menos longínquo, mais ou menos feliz ou conturbado... Os mais qualificados acham bem e acham até necessário, que se vá à nossa história colectiva para se compreender o que se fez de bem ou de errado, para de seguida saber quais as atitudes a tomar nos tempos que correm, mas também é verdade que não se pode nem se deve escolher fórmulas aplicadas em séculos passados para serem agora seguidas, num tempo tão diverso como o que estamos a enfrentar!... Uma boa parte de quem escreve e fala tece rasgados elogios à forma de estar e à forma de ser dos portugueses, garantindo que possuem bons valores e que até serão reconhecidos lá fora, nos países de acolhimento, e, citam até exemplos diversos, que justificam essas apreciações positivas! Claro, que há os menos optimistas e que não deixam de apontar e exemplificar com outras práticas, que fazem de nós um povo que ainda recorrerá bastante e por conveniência à mentira e à hipocrisia... Isto não será de agora, ou seja, não teria surgido com Abril, nem com o regime democrático, porque já por cá viveriam instalados e acompanhariam os sistemas políticos que nos antecederam, ou seja, o Estado Novo bem como o regime absolutista de reis e rainhas, onde só uma minoria terá exercido a sua função de forma a que pudéssemos catalogar de bem conseguido, se estivermos a analisar um desempenho pelo bem comum, coisa muito rara para quem nunca governou a pensar na arraia miúda, que era o povo... Por esse lado, as coisas mudaram bastante com a república e em pouco tempo, se tivermos em atenção as centenas e centenas de anos do tempo da monarquia em que nada mudava para quem tinha a condição de servo da gleba, um estatuto muito idêntico ao da escravatura com que outros povos se confrontaram até meados do passado século... As amplas liberdades democráticas por cá vitoriadas e gritadas após a revolução dos cravos, foram como que o limite conseguido com a democracia, esse sistema político, que já não é assim tão novo, porque terá sido obra dos gregos na antiga Grécia... Ou seja, o sistema democrático também terá a pretensão de agradar a gregos e a troianos e também será por aí que nem sempre tem tido muito bons resultados com as consequências conhecidas, até mesmo cá, neste país de brandos costumes... Actualmente, vivemos num sistema político que é ainda democrático, mas com alguns constrangimentos, que encaixam mal e que baralham muito a cabeça dos cidadãos!... Estes exemplos vêm das diversas áreas e não se pode dizer com certezas absolutas, que é mais grave na Justiça, mas o que podemos afirmar é que se vê a olho nu, que há uma justiça a funcionar com muita desigualdade, em que os mais poderosos sabem que têm as leis feitas à medida do seu poder económico!